A OpenAI anunciou que vai começar a testar anúncios no ChatGPT para usuários dos planos Free e Go nos Estados Unidos, com anúncios claramente identificados e separados das respostas, exibidos no rodapé quando houver um produto ou serviço patrocinado relevante ao contexto da conversa. Plus, Pro, Business e Enterprise ficam sem anúncios.

Exemplo de como anúncios podem aparecer no ChatGPT durante a conversa. Crédito: OpenAI.
Isso é uma mudança grande porque desloca a lógica do “aparecer no feed” e do “rankear na busca” para um ambiente conversacional. Em vez de disputar apenas cliques, marcas passam a disputar momentos de intenção, aqueles instantes em que o usuário está formulando uma decisão e pede recomendação. Para o mercado imobiliário, onde a jornada é longa, cheia de dúvidas e fricções, o impacto pode ser enorme.
A pergunta que importa não é “quando chega no Brasil”, mas “o que precisamos estar fazendo hoje para não ficar invisível quando chegar”.

Como anúncios contextuais no ChatGPT podem transformar conversas em leads mais quentes, ao exibir anúncios úteis de acordo com o contexto.
Imagina a Marina. Ela está há semanas olhando apartamentos e, como quase todo comprador, ainda está tentando organizar as ideias. Ela abre o ChatGPT e escreve algo assim:
“Quero comprar um apê de 3 quartos. Preciso de vista, mas não quero ficar longe de escola. Dá para pagar com financiamento e uma entrada de X. Quais bairros fazem sentido?”
Em vez de entregar só uma lista genérica, a conversa vai refinando. O ChatGPT pergunta:
“Você prefere morar perto de qual região? Tem prioridade por metrô ou por praia? O que pesa mais, preço ou metragem?”
Nesse ponto, a conversa deixa pistas claras do que a Marina quer:
É aí que o formato de anúncio contextual faz sentido.
No meio da conversa, pode aparecer um card discreto marcado como “AD”, com algo como:
“Lançamento: 3 quartos com vista, a 2 quadras de uma escola. Condições de entrada facilitada. Saiba mais.”
Repara na diferença para o anúncio tradicional: não é um banner tentando interromper o usuário. É um atalho útil no exato momento em que ela está pedindo ajuda para decidir.
O resultado prático para incorporadoras é direto: se o anúncio surge quando a pessoa já revelou contexto e intenção, o clique tende a vir com demanda mais madura. O lead chega mais pronto para conversar sobre visita, condição, simulação e disponibilidade.
A OpenAI ainda não detalhou publicamente como será a plataforma de administração desses anúncios, com a mesma clareza que a gente está acostumado em Business Manager e Google Ads. Então qualquer desenho agora é hipótese.
Mas dá para apostar em uma diferença importante: em vez de você otimizar só por segmentação e criativo, você provavelmente vai precisar pensar muito mais em:
Em outras palavras, pode ser menos sobre “alvo e lookalike” e mais sobre “momento certo, mensagem certa e operação pronta para responder”.
Se o futuro da mídia for conversacional, a vantagem competitiva não vai estar só no orçamento. Vai estar no seu funil, na sua rastreabilidade e na consistência do atendimento.
Se sua operação digital hoje depende de velocidade humana, planilhas e respostas inconsistentes, você vai sofrer no canal conversacional. Porque nesse ambiente:
Se o seu “estoque” de informação é desorganizado (plantas, condições, localização, regras de financiamento, diferenciais, status de unidade, evidências), a conversa trava. E quando trava, o usuário volta para a recomendação seguinte.
Boa parte do desperdício do canal digital de incorporadoras não é falta de mídia. É perda de intenção por demora, cadência ruim e falta de contexto quando o lead muda de canal ou de atendente.
Anúncios no ChatGPT apontam para um futuro em que vencerá quem faz três coisas bem:
Se o anúncio é contextual, o destino precisa ser capaz de sustentar a conversa. Prepare um pacote de informações que um agente humano ou uma IA consiga usar sem inventar e sem abrir 10 PDFs.
Checklist do catálogo por empreendimento:
Regra de ouro: se você não consegue responder em 30 segundos no WhatsApp, você ainda não tem catálogo conversável.
A conversa vai gerar volume, mas volume sem qualificação vira fila e frustração.
Defina critérios objetivos:
E defina o handoff:
O futuro conversacional premia a consistência. Você precisa de um banco de respostas curto, aprovado por produto e jurídico, para as perguntas que mais aparecem:
Esse material vira base para treinamento do time e para qualquer automação conversacional.
Anúncios em conversa não podem cair no mesmo problema do “lead sem origem”. Prepare o básico bem feito:
Quando você tem isso, você consegue comparar canais com justiça e investir onde gera visita e venda, não só formulário.
O vendedor que só sabe empurrar script vai parecer lento e artificial num ambiente onde o usuário dita o ritmo. Treinamento mínimo recomendado:
E treine o marketing junto, porque copy e atendimento precisam falar a mesma língua.
Se você vai operar um novo canal (conversacional), não adianta fazer uma ação isolada. Pense em motions integrados:
O ponto é criar repetição e aprendizado, não “campanha bonita”.
A OpenAI diz que ads serão separados das respostas e que o teste é para adultos logados nos EUA, com cuidados em contextos sensíveis. (Reuters)
Para incorporadoras, isso reforça:
Ainda não existe uma data confirmada para a solução de anúncios no ChatGPT ficar disponível por aqui, nem clareza de como será o rollout por países, segmentos e formatos. E é justamente por isso que a preparação vira vantagem competitiva.
Quando esse canal abrir, o tempo de reação vai ser curto. Quem tentar “aprender depois” vai pagar caro em duas frentes:
A boa notícia é que dá para se preparar sem depender do lançamento. Existem peças do quebra cabeça que precisam estar prontas de qualquer jeito para capturar valor nesse novo ambiente conversacional:
É por isso que a preparação faz sentido agora: ela melhora o canal digital atual e deixa a incorporadora pronta para capturar o upside quando o canal conversacional for liberado.
Não dá para prometer número sem baseline, mas dá para montar um plano realista que gere ROI cedo no mercado imobiliário, onde o dinheiro se perde principalmente em:
A forma mais rápida de encurtar o caminho é acelerar a camada conversacional e a leitura de funil com uma plataforma de IA ponta a ponta, como a Morada.ai, com integração ao CRM e governança de dados. Em um cenário típico, dá para considerar 1 mês para implantação e alinhamento operacional e, a partir daí, colher resultado.
Fechamento:
Se você chega ao fim do mês 2 com rastreabilidade por empreendimento e uma operação conversacional funcionando, os meses seguintes deixam de ser reinvenção e viram otimização e repetição. E quando o canal de anúncios conversacionais abrir, você não começa do zero: você só pluga uma nova fonte de demanda em uma máquina que já converte.
Mesmo que o teste seja nos EUA e ainda esteja no começo, a direção é clara: marketing e vendas vão ficar mais conversacionais. (Reuters)
A melhor preparação não é esperar o formato oficial de mídia. É colocar seu funil em ordem para competir no ambiente onde o cliente decide.
Se você quiser um primeiro passo simples, faça isso em uma semana:
A partir daí, você terá base para crescer e para aproveitar qualquer novo canal, inclusive anúncios em chat.
Quer montar esse plano com seu time em um workshop e sair com motions, governança, treinamento e calendário de 6 meses fechados? Converse com nosso time.
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