O que o “State of AI 2025” da McKinsey revela sobre agentes de IA — e por que o mercado imobiliário brasileiro pode sair na frente em 2026

O que o “State of AI 2025” da McKinsey revela sobre agentes de IA — e por que o mercado imobiliário brasileiro pode sair na frente em 2026

Publicado em: 27.01.2026

A inteligência artificial deixou de ser promessa e virou pauta estratégica global. Mas, como mostra o relatório The State of AI in 2025 – Agents, innovation, and transformation, publicado pela McKinsey em novembro de 2025, existe uma diferença enorme entre usar IA e operar com IA em escala, integrada ao negócio.

O estudo é hoje uma das principais referências mundiais sobre adoção de IA, com destaque especial para agentes de IA e para a necessidade de redesenho de workflows. Ele aponta tendências claras para os próximos anos — e ajuda a entender quem realmente está capturando valor com IA e quem ainda está apenas experimentando.

Quando olhamos esses dados sob o viés do mercado imobiliário brasileiro, a leitura fica ainda mais interessante. Em um setor historicamente pouco digitalizado, adotar agentes de IA não é só acompanhar o futuro: é criar uma vantagem competitiva difícil de alcançar.

Neste artigo, interpretamos os principais achados do relatório da McKinsey à luz da prática da Morada.ai, mostrando como incorporadoras brasileiras já estão fazendo, no dia a dia, aquilo que muitas empresas globais ainda tratam como piloto — e por que 2026 tende a ser o ano de consolidação da IA de agentes no mercado imobiliário.

Adoção de IA em 2025: todo mundo usa, poucos escalam

O relatório da McKinsey traz um dado que, à primeira vista, parece animador: 88% das empresas entrevistadas afirmam usar IA em pelo menos uma função. Em outras palavras, quase todo mundo “já usa IA”.

O problema aparece logo na sequência: quase dois terços dessas organizações ainda estão apenas experimentando ou rodando pilotos. Apenas cerca de um terço conseguiu escalar a IA de forma mais ampla, integrada ao negócio.

Adoção de IA nas empresas cresce de forma consistente e se consolida como parte do core do negócio até 2025. Crédito: McKinsey.

Esse é um ponto crítico para 2026. O ciclo de valor da IA não acontece na experimentação isolada, mas quando a tecnologia passa a operar de forma contínua, conectada aos processos reais da empresa.

O risco de ficar preso no piloto

No mercado imobiliário, esse risco é ainda maior. Diferente de setores como tecnologia ou indústria, o ciclo de compra de um imóvel é altamente sensível a tempo, contexto e intenção. Um lead que não recebe resposta rápida, um follow-up perdido ou uma visita não agendada no momento certo dificilmente volta.

Enquanto muitas empresas globais ainda discutem como sair do piloto, as incorporadoras que usam a Morada já operam com agentes de IA em produção, atendendo leads reais, qualificando oportunidades e movimentando o funil todos os dias.

Não se trata de “testar IA”, mas de colocar agentes trabalhando diretamente onde o dinheiro entra: vendas, atendimento e crédito.

Agentes de IA: hype global, realidade operacional ainda rara

Outro destaque do relatório é o crescimento do interesse por agentes de IA — sistemas baseados em modelos fundacionais capazes de planejar, decidir e executar múltiplos passos em um workflow, com autonomia.

O uso de IA cresce em todas as funções de negócio, com avanço acelerado a partir de 2023. Crédito: McKinsey.

Segundo a McKinsey:

  • 62% das empresas dizem estar ao menos experimentando agentes de IA;
  • Apenas 23% afirmam escalar algum sistema agente em pelo menos uma área;
  • E, mesmo assim, quase sempre restrito a uma ou duas funções apenas.

Na prática, os agentes ainda aparecem majoritariamente em áreas como TI e gestão do conhecimento, com usos internos e pouco conectados à geração direta de receita.

O “pulo” que o mercado imobiliário brasileiro pode dar

Aqui está um dos pontos mais interessantes quando trazemos o relatório para o contexto da Morada.ai.

Enquanto, globalmente, os agentes começam em áreas internas, a Morada nasce levando agentes direto para o coração da operação imobiliária:

  • MIA, qualificando leads, conduzindo conversas e agendando visitas;
  • Sales, atuando como copiloto do corretor, organizando pipeline e priorizando oportunidades;
  • IAGO, automatizando e estruturando o pós-venda, mantendo o relacionamento ativo após a assinatura do contrato.

Ou seja: agentes de IA aplicados onde dói — e onde gera caixa.

No Brasil, em um mercado de incorporação ainda pouco digitalizado, isso representa um salto de maturidade que coloca muitas operações anos à frente da média global descrita pela McKinsey.

IA não é só modelo: é workflow (e o relatório confirma isso)

Um dos pontos mais fortes do “State of AI 2025” é a confirmação de uma tese que a Morada já aplica na prática: IA não gera impacto real quando é apenas adicionada por cima de processos existentes

Quem são os high performers em IA — e o que eles fazem diferente

No relatório da McKinsey, apenas uma pequena parcela das empresas se destaca como AI high performers, ou seja, organizações que já conseguem atribuir impactos relevantes no EBIT (Earnings Before Interest and Taxes) e capturar valor real da IA em escala. O dado mais importante, porém, não é o percentual. É o padrão de comportamento.

Essas empresas não tratam IA como uma iniciativa paralela, um piloto de inovação ou um experimento restrito a TI. Elas usam IA como alavanca de transformação do negócio. Redesenham workflows críticos, integram a tecnologia às decisões do dia a dia e escalam com foco claro em crescimento, inovação e geração de receita — não apenas em redução de custos.

Outro ponto central: os high performers operam IA onde o negócio acontece. Marketing, vendas, estratégia, finanças e desenvolvimento de produto deixam de ser áreas “impactadas” por IA e passam a ser áreas operadas com IA. Isso explica por que essas organizações são várias vezes mais propensas a escalar agentes de IA, avançar mais rápido e obter ganhos qualitativos como maior satisfação do cliente, diferenciação competitiva e crescimento de receita.

Empresas com melhor performance financeira concentram maior maturidade no uso de IA. Crédito: McKinsey.

Resumindo, a McKinsey mostra que:

  • Os chamados high performersem IA são aqueles que usam a tecnologia para transformar o negócio, não apenas automatizar tarefas;
  • Cerca de metade desses high performers redesenhou workflows de forma profunda, integrando IA à forma como o trabalho realmente acontece.

Quando olhamos para esse padrão sob a lente do mercado imobiliário e da prática da Morada.ai, a conexão é direta. A Morada nasce exatamente com essa lógica: agentes de IA atuando nos workflows reais de vendas, atendimento e pós-venda, integrados ao CRM e à operação comercial. Não como camada de automação isolada, mas como parte ativa do funil, influenciando decisões, ritmo e conversão. É o mesmo princípio que a McKinsey identifica nos high performers, aplicado desde o primeiro dia ao core do negócio imobiliário.

Esse redesenho é um dos fatores mais correlacionados com geração de valor real, incluindo crescimento de receita, inovação e diferenciação competitiva.

Canal Digital: IA integrada do visitante à venda

No mercado imobiliário, esse conceito se traduz de forma clara no Canal Digital.

Não adianta colocar um chatbot isolado no site se o restante do fluxo continua quebrado. O que a Morada faz é redesenhar o caminho completo:

  • Visitante entra no site ou anúncio;
  • A MIA atende em segundos, entende intenção e contexto;
  • O lead é qualificado, nutrido e direcionado;
  • A visita é agendada automaticamente;
  • O Sales organiza o trabalho do corretor e garante follow-ups;
  • O IAGO assume após a venda, mantendo o relacionamento vivo.

Isso é IA aplicada a workflow, não a tarefas soltas. E é exatamente esse tipo de abordagem que o relatório aponta como diferencial competitivo para os próximos anos.

Crescimento versus corte de custos: onde está o verdadeiro valor da IA

Outro achado importante da McKinsey diz respeito à forma como as empresas definem seus objetivos com IA.

A maioria ainda olha para a tecnologia com foco quase exclusivo em eficiência e redução de custos. Já os high performers fazem diferente: eles combinam eficiência com crescimento e inovação.

O resultado?

  • Mais impacto em receita;
  • Mais diferenciação competitiva;
  • Mais valor percebido pelo cliente.

Agentes de IA como alavanca de crescimento no imobiliário

No contexto da Morada.ai, essa visão se materializa de forma prática. Agentes de IA não existem apenas para “economizar gente”, mas para:

  • Aumentar o volume de leads efetivamente atendidos;
  • Reduzir drasticamente o speed-to-lead;
  • Elevar taxas de resposta e engajamento;
  • Converter mais conversas em visitas;
  • Acelerar aprovações de crédito e decisões de compra.

Em vez de enxugar o funil, a lógica é expandir e destravar o funil — algo essencial em um mercado onde cada oportunidade perdida tem alto custo.

Por que tantas empresas ainda não escalaram IA?

O relatório também ajuda a explicar por que a maioria das organizações ainda não conseguiu sair do piloto. Entre os principais fatores estão:

  • Falta de clareza estratégica;
  • IA tratada como projeto de tecnologia, não de negócio;
  • Ausência de liderança forte no tema;
  • Dificuldade de integrar IA aos sistemas e processos existentes.

No mercado imobiliário, soma-se a isso a complexidade operacional: múltiplos canais, CRMs fragmentados, times grandes e processos pouco padronizados.

A vantagem de nascer “agent-first”

A Morada.ai surge já alinhada a esse novo paradigma. Em vez de adaptar ferramentas genéricas, a plataforma foi desenhada desde o início para orquestrar agentes de IA especializados no funil imobiliário, integrados a CRMs, WhatsApp, ERPs e sistemas legados.

Isso reduz drasticamente o atrito de implementação e acelera a passagem do experimento para a escala — exatamente o gargalo que a McKinsey identifica globalmente.

E o impacto nos empregos? Uma nova leitura para 2026

O relatório mostra percepções variadas sobre o impacto da IA no tamanho das equipes. Alguns esperam redução, outros estabilidade, outros até crescimento.

No mercado imobiliário, a pergunta mais relevante talvez não seja “vai acabar o corretor?”, mas sim:
Como o corretor se torna mais produtivo, consultivo e estratégico com agentes de IA ao seu lado?

Na prática, os agentes da Morada:

  • Assumem tarefas repetitivas e operacionais;
  • Organizam informações e histórico;
  • Liberam tempo para negociação e relacionamento humano;
  • Aumentam a capacidade de atendimento sem sobrecarregar o time.

O resultado é um profissional mais bem apoiado — e não substituído.

2026: o ano da virada do experimento para a operação

Se 2023 e 2024 foram anos de hype e testes, e 2025 consolidou o debate sobre agentes e workflows, 2026 tende a ser o ano da separação clara entre quem escala e quem fica para trás.

O relatório da McKinsey deixa isso evidente: as empresas que redesenham processos e usam agentes para crescer colhem mais resultados.

No Brasil, o mercado imobiliário tem uma oportunidade rara:

  • Um setor grande;
  • Ainda pouco digitalizado;
  • Com ciclos de decisão altamente sensíveis à experiência e à velocidade.

Incorporar agentes de IA agora não é só acompanhar uma tendência global — é criar um salto estrutural de produtividade e crescimento.

O próximo passo para incorporadoras que querem sair do piloto

A principal recomendação prática que emerge tanto do relatório quanto da experiência da Morada é clara: pare de pensar em IA como experimento isolado e comece a tratá-la como parte central da operação.

Isso significa:

  • Escolher casos de uso ligados diretamente a receita;
  • Integrar IA aos workflows reais;
  • Medir impacto em conversão, velocidade e experiência;
  • Escalar com consistência.

A boa notícia é que esse futuro já está disponível — e já opera todos os dias em incorporadoras brasileiras que decidiram sair do discurso e entrar na prática.

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Fontes externas

Relatório The State of AI in 2025 – Agents, innovation, and transformation, McKinsey & Company, publicado em 5 de novembro de 2025.

 

 

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